sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Cansada desse meu espírito bossa nova de sol, céu, sul ou coisa que o valha. Ou de concordar com o velho Vinicius de que "ninguém tem nada de bom sem sofrer". E de me deixar contaminar pela sonoridade de Baden, afirmando que "quem de dentro de si não sai, vai morrer sem amar ninguém". A verdade é que não sou boa capoeira, e janela aberta também empena. O que fazer se gosto tanto de me ver ainda corajosa, ainda forte, ainda crédula, ainda disposta a viver amor? O que eu faço se nenhuma das minhas quedas me insinou a desistir dos caminhos de pedras e só me lançar aos limpos e gramados? Eu sou assim, por mais que doa. O gosto está em gritar: "eu sou o que sinto".