E você, meu amigo, mais uma vez me cobra presença nesse espaço do qual eu me esqueço. E questiona meus sentimentos, imaginando se eu, enfim, me afastarei de uma vez por todas. Será que eu ainda não deixei claro que no meu mundo há sempre um perdão para quem o quiser? Talvez estejamos falando de coisas diferentes, é bem possível, e eu não faça idéia dos motivos que teria para ficar chateada.
Sobre mim, tudo segue mais ou menos o mesmo. Nem mesmo meus sentimentos mudam tanto assim. A minha maior alegria tem sido olhar as fotos do pequeno que veio ao mundo. Espero visitá-lo amanhã para cantar algumas músicas que ele precisa ouvir desde logo, mas me perco em tão vasto repertório e na procura por uma canção que caiba na minha voz estridente. Há um tanto de esperança nesse nascimento que acabou por me aquecer um pouco o coração. Só que, estranhamente, sinto-me mais só.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Por um recomeço
A cada aniversário ou passagem de ano, minha mãe me diz que a minha vida vai deslanchar, que vai ser meu ano, que vou ter muitas realizações. Hoje ri com ela ao adverti-la disso, depois de ouvir mais uma vez a mesma frase.
É que a proximidade de mais um aniversário sempre me faz pensar mais nas ausências que nos presentes (com trocadilho, por favor). Em tudo o que sonhei e não fiz, em tudo o que projetei e não sou, em todos os que deixei pelo caminho, em tudo o que não vivi, enfim. Quando se aproxima o final do dia do meu aniversário, contabilizo as ligações que não recebi, as cartas que não chegaram, as frases nunca ditas. Eu estou sempre à espera do que não virá nunca. Porque o tempo passa na janela e só eu, Carolina, teimo em não ver (ou aceitar).
E a cada ano, me prometo um recomeço. Eu digo a mim mesma que devo felicitar-me pelos que estão aqui comigo. Eu teimo comigo que, no final das contas, valeu a aprendizagem. Eu tento me convencer de que devo plantar capim-limão e colher cheiros novos. Só que a verdade é que não sei me despedir.
Por mim, a vida seria só de reencontros, de redescobertas, de reais recomeços. Porque a inocência que há em mim vê delicadeza em se surpreender com a mesma coisa um milhão de vezes. Chega a provocar uma certa vaidade quando me encanto duas vezes com a mesma coisa sem saber que são a mesma coisa porque em momentos diferentes. Sinto-me segura de mim.
E estou cansada demais para... sei lá...
É que a proximidade de mais um aniversário sempre me faz pensar mais nas ausências que nos presentes (com trocadilho, por favor). Em tudo o que sonhei e não fiz, em tudo o que projetei e não sou, em todos os que deixei pelo caminho, em tudo o que não vivi, enfim. Quando se aproxima o final do dia do meu aniversário, contabilizo as ligações que não recebi, as cartas que não chegaram, as frases nunca ditas. Eu estou sempre à espera do que não virá nunca. Porque o tempo passa na janela e só eu, Carolina, teimo em não ver (ou aceitar).
E a cada ano, me prometo um recomeço. Eu digo a mim mesma que devo felicitar-me pelos que estão aqui comigo. Eu teimo comigo que, no final das contas, valeu a aprendizagem. Eu tento me convencer de que devo plantar capim-limão e colher cheiros novos. Só que a verdade é que não sei me despedir.
Por mim, a vida seria só de reencontros, de redescobertas, de reais recomeços. Porque a inocência que há em mim vê delicadeza em se surpreender com a mesma coisa um milhão de vezes. Chega a provocar uma certa vaidade quando me encanto duas vezes com a mesma coisa sem saber que são a mesma coisa porque em momentos diferentes. Sinto-me segura de mim.
E estou cansada demais para... sei lá...
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