terça-feira, 31 de maio de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
E, de repente, como em uma epifania, eu penso: "tenho em meu coração um baobá". Aprendi com O Pequeno Príncipe que devemos logo distinguir baobás de roseiras para impedi-los de crescer. E se perdemos o tempo em que ele é ainda um simples arbusto? O que fazer quando o deixamos crescer e até o regamos, na ânsia por sua sombra, desapercebidos do fato de que baobás não dão frutos?
Eu guardo em mim um baobá, meu amigo. E meu coração é um planeta pequeno. Talvez menor que o asteróide B 612...
Eu guardo em mim um baobá, meu amigo. E meu coração é um planeta pequeno. Talvez menor que o asteróide B 612...
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Querido M.,
Os dias estão mais corridos e longos. Pode isso? Algumas tristezas têm me ocorrido e me tirado as energias... coisas dessa nova vida de gente grande que faz as pessoas agirem com pequenez, entende?
Ando super ansiosa pela vinda do Pedro ao mundo. Ao mesmo tempo, preocupo-me com toda essa situação, você bem sabe. É um misto de alegria e medo. Meus dias são preenchidos por pressentimentos estranhos e dores de cabeça repentinas. Ontem chorei em meio a uma angústia sem explicação.
Eu tenho tanto medo, meu amigo! Há um tempo atrás, quando eu estava desiludida e fraca como nunca, foi ela, essa irmã que o destino me trouxe, quem me devolveu a gana por resistir. Ela disse: "você sempre foi forte, conseguiu tudo o que queria. E eu sempre te admirei por isso. Cadê aquela que eu admirava? O que foi que fizeram com você? Eu nunca te vi fraca!"
Aquelas palavras foram porrada e afago ao mesmo tempo. E a partir delas eu decidi resgatar não a mim, mas aquela que ela acreditava que eu era. Eu me vi pelos seus olhos, e senti a falta de admiração que eu provocava. E aprendi como o amor resiste até mesmo a isso.
Eu ainda não me refiz por completo, é bem verdade. Ficou pelo caminho um pedaço e quem me conhecia nota. Só que ela entende essa falta e não me cobra. Só ela, meu amigo.
E foi o medo de perdê-la que me ergueu. Eu simplesmente não sei perder mais. Então, te peço, ore por essa que é também parte de mim, essa que você não conhece, e que é tão diferente de mim. Porque eu preciso dela comigo o resto dos meus dias para me lembrar do que fui e do que posso vir a ser.
Os dias estão mais corridos e longos. Pode isso? Algumas tristezas têm me ocorrido e me tirado as energias... coisas dessa nova vida de gente grande que faz as pessoas agirem com pequenez, entende?
Ando super ansiosa pela vinda do Pedro ao mundo. Ao mesmo tempo, preocupo-me com toda essa situação, você bem sabe. É um misto de alegria e medo. Meus dias são preenchidos por pressentimentos estranhos e dores de cabeça repentinas. Ontem chorei em meio a uma angústia sem explicação.
Eu tenho tanto medo, meu amigo! Há um tempo atrás, quando eu estava desiludida e fraca como nunca, foi ela, essa irmã que o destino me trouxe, quem me devolveu a gana por resistir. Ela disse: "você sempre foi forte, conseguiu tudo o que queria. E eu sempre te admirei por isso. Cadê aquela que eu admirava? O que foi que fizeram com você? Eu nunca te vi fraca!"
Aquelas palavras foram porrada e afago ao mesmo tempo. E a partir delas eu decidi resgatar não a mim, mas aquela que ela acreditava que eu era. Eu me vi pelos seus olhos, e senti a falta de admiração que eu provocava. E aprendi como o amor resiste até mesmo a isso.
Eu ainda não me refiz por completo, é bem verdade. Ficou pelo caminho um pedaço e quem me conhecia nota. Só que ela entende essa falta e não me cobra. Só ela, meu amigo.
E foi o medo de perdê-la que me ergueu. Eu simplesmente não sei perder mais. Então, te peço, ore por essa que é também parte de mim, essa que você não conhece, e que é tão diferente de mim. Porque eu preciso dela comigo o resto dos meus dias para me lembrar do que fui e do que posso vir a ser.
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