Ele me disse "você alarga meus horizontes". Ele disse que eu fazia seu dia sorrir. E que nunca tinha encontrado tanto eco em um olhar como no meu.
Ainda assim, ele não pediu para eu ficar. Ele não exigiu meus olhos olhando os dele. Ele não me disse para esperar. Ele não prendeu meu corpo nos seus braços.
E eu não fui embora esperando que ele fizesse algo assim. Mas havia alguma esperança de surpresa, alguma fé na espontaneidade que ele demonstrou algumas vezes.
Eu fui porque era hora. E hoje entendo pouco, mas entendo.
Eu fui a mais clara miragem na vida de um homem que gosta de sentar na beira do mar e olhar horizontes. E horizonte é, por definição, algo distante e que nunca alcançamos.
Ele sorria pela mesma força inexplicável que faz os humanos sorrirem quando têm a dimensão do tamanho do mundo e se encantam pela imensidão.
Só que o mundo não é humano, só que ser horizonte não é o que espero da alegria, só que não sei construir nada com apenas três fios de teia de aranha.
Eu quero um amor de margens de terra molhada.