Um erro basta. Um desatino, um desacerto e tudo se desfaz. Coisas tão bobas e banais ficam sérias quando a corda já aguentou de um tudo. Eu não me desculpo, amor. Não cabe culpa na nossa relação. Eu sequer me arrependo. De uma maneira estranha, te perder foi um presente que me dei. Agora eu tenho que viver sem você, já não há escolha. E fica esse gosto seco na boca, esse embrulho no peito e essa solidão. Viver sem o seu amor eu sempre soube. Contudo, como reaprender a viver sem te amar? Como me acostumar a não dedicar a você meus primeiros e últimos pensamentos do dia? Como expulsá-lo dos meus sonhos, da minha pele?
Eu vejo a vida seguindo, e pensar em você só me dói frente a idéia de te ver novamente. E esse momento está tão próximo que me pego respirando fundo ao longo do dia para amenizar essa sensação que me sufoca. Eu não quero seus olhos nos meus. Eu não quero sua condenação nem seu perdão, porque não lhe dou o direito a nenhum dos dois. Ternura ou indiferença, não sei o que seria pior. Eu me pergunto o que você deve estar sentindo, mas logo me recrimino. Não quero saber. Não quero saber porque, se quando você dizia se importar, nada mudou, de que me vale agora? Bastou um devaneio, amor, para que você fizesse o que eu nunca consegui. Era o melhor para todos nós, não era?
Esperava um texto seu ontem, em vão... :(
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