Sim, eu confesso, estou imersa em silêncio. Dentro de mim, apenas o coração parece querer dizer algo, mas sua batida é a de um tronco oco. Sim, é isso, meu coração é o oco ecoando o silêncio. E em pensar que este silêncio teve origem em palavras. Palavras demais, se me perguntas. Palavras que vieram feito onda grande que dá caixote em quem não está preparado para as artimanhas do (a?)mar. Nelas eu submergi, e ainda não regressei, e lembro agora que já ouvi que debaixo d´água, ao nos afogarmos, perdemos a noção, e nadamos para baixo, não para cima. Há tempos, meu amigo, que ando enganada sobre meus próprios movimentos, agora eu vejo.
Eu sei que você entenderá tudo o que digo, acostumado que está aos meus desabafos tortos. E eu comecei esse texto na vontade de escrever uma frase, mas me falta a coragem agora. Porque escrevê-la seria dar nome ao meu silêncio, nome impróprio e abstrato. Um silêncio que já começou a pesar, e a doer...
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