Hoje meus olhos também choveram, meu amigo. E embaçavam menos a minha vista que as gotas que caiam no vidro do carro, e as luzes de freio vermelhas dos carros a minha frente. Chorar ao volante tem as suas lições: dura pouco, porque o mundo não para que você chore. Todos querem correr, enquanto você pensa que só quer parar em um colo e adormecer um pouco. Todos querem chegar a um lugar, e você só quer voltar no tempo um pouquinho para observar melhor e, talvez assim, entender depois.
É realmente uma merda essa minha obsessão por entender tudo. Mas se você lesse o que eu reli, talvez você também se perguntasse como as coisas aconteceram desse jeito, como em três dias os discursos se transformam, como as possibilidades de felicidade escapam rápido por palavras suspiros e sorrisos. E eu nunca me agarrei tanto a algo. Nunca. E nunca perdi tão rápido.
Tenho medo de um desses pedaços que perco ser o mais bonito. Eu tenho tanto medo de ter medo de encantamentos, detalhes e suspiros. De, repentinamente, começar a me negar e proteger. Ao mesmo tempo, estou fraca demais para outros tombos e machucados. Eu nunca me deixo cicatrizar, é verdade, mas é por carinho que reabro a ferida, em busca de um resquício de amor, ou algo assim.
Bem, amanhã passa...
ps: Adorei conversar (e rir) com você ontem. Desculpas pelo meu medo de chuva e mau-humor repentino.. : )
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